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Arquivo: outubro de 2026

Oncologia ocularOphthalmology · 14/10/2026

Melanoma de coroide: 20 anos após placa de paládio-103, controle local de 100% e 64% ainda com AV ≥ 20/200

The Second and Third Decade After 103Pd Plaque Brachytherapy for Choroidal Melanoma. Labkovich M, et al.

Maior e mais longo seguimento de braquiterapia com 103Pd no melanoma de coroide.

PPopulação170 pacientes com melanoma de coroide e ≥ 10 anos de seguimento contínuo (New York Eye Cancer Center).
IIntervençãoBraquiterapia com placa de paládio-103 (103Pd); retinopatia actínica tratada com anti-VEGF, corticoide intravítreo e laser.
CComparaçãoSem grupo controle; comparação interna por localização tumoral (proximidade da fóvea e do disco).
ODesfechoControle tumoral local de 100%; 1 enucleação (0,6%) por glaucoma neovascular. Retenção de AV ≥ 20/200: 92,7% em 12 anos, 87,0% em 15 e 63,7% em 20. Tumores perto da fóvea e justa/circumpapilares tiveram mais perda visual.
TTempoSeguimento mínimo de 10 anos, até a terceira década.
TTipo de estudoCoorte retrospectiva unicêntrica.
  • Meta-análiseMeta-análise comparando 103Pd e 125I quanto a controle local, enucleação e retenção de AV a longo prazo, estratificada por categoria T da AJCC.
  • Ensaio clínicoECR de anti-VEGF profilático versus tratamento sob demanda da retinopatia actínica em tumores próximos à fóvea.
  • Análise de subgrupoModelar a dose foveal e no disco como preditora contínua da perda visual em tumores justapapilares.
CatarataBritish Journal of Ophthalmology · 05/10/2026

Endoftalmite pós-facectomia em 979 mil cirurgias: 0,013%, e nenhum antibiótico intracameral foi superior

Endophthalmitis after cataract surgery in Sweden 2018-2024: associations with preoperative visual acuity and intracameral antibiotic regimens. Bro T, et al.

Registro nacional com quase 1 milhão de cirurgias; compara os antibióticos intracamerais usados na prática.

PPopulação979.534 cirurgias de catarata do Registro Nacional Sueco de Catarata (2018–2024).
IIntervençãoEsquemas de antibiótico intracameral: cefuroxima + ampicilina e moxifloxacino; fatores do paciente e da cirurgia (AV pré-operatória, cirurgia bilateral sequencial imediata).
CComparaçãoCefuroxima isolada.
ODesfechoEndoftalmite em 0,013% (131 casos). Maior chance com sexo masculino, comorbidade ocular e complicação capsular; menor com AV pré ≥ 20/40 e ISBCS (provável viés de seleção). Taxas: cefuroxima 0,017%, cefuroxima + ampicilina 0,011%, moxifloxacino 0,010%, sem superioridade significativa. Enterococos mais frequentes com cefuroxima. AV final ≥ 20/40 em 50% com moxifloxacino vs. 23% com cefuroxima; 48% terminaram < 20/200.
TTempoCirurgias de 2018 a 2024.
TTipo de estudoCoorte retrospectiva de base populacional (registro nacional).
  • Meta-análiseMeta-análise de registros nacionais comparando cefuroxima, moxifloxacino e combinações intracamerais, com análise do espectro microbiológico (enterococos).
  • Estudo nacionalCoorte multicêntrica brasileira de endoftalmite pós-facectomia com o antibiótico intracameral efetivamente usado e o perfil de resistência local.
  • Análise de subgrupoAvaliar ISBCS por perfil de risco (comorbidade, complicação capsular) para separar efeito de seleção de efeito causal.
GlaucomaOphthalmology · 30/09/2026

Glaucoma: o quanto a PIO passa da meta em casa prevê progressão; a média do consultório não

In-office and remote intraocular pressure metrics associated with visual field progression in treated open-angle glaucoma. Pizarro Peñaranda MC, et al.

Ophthalmology; muda como medir a carga de PIO no seguimento do glaucoma tratado.

PPopulação94 pacientes (150 olhos) com GPAA, glaucoma juvenil, pseudoexfoliativo ou pigmentar em tratamento, com tonometria domiciliar prescrita (Wilmer).
IIntervençãoTonometria domiciliar (iCare HOME, ≥ 7 dias) com métricas de excesso sobre a PIO-alvo: PMAT, excesso médio (AIE) e excesso total (TIE).
CComparaçãoPIO do consultório e métricas convencionais (média, máxima, mínima, flutuação, DP, CV).
ODesfechoMédia de PIO semelhante (13–14 mmHg; p = 0,62). Nenhuma métrica convencional associou-se à progressão. AIE e TIE domiciliares na PIO-alvo associaram-se a progressão mais rápida do MD (AIE β = −0,34, p = 0,003; TIE β = −0,35, p = 0,048); equivalentes do consultório, não.
TTempoSeguimento com ≥ 3 campos visuais Humphrey confiáveis (slope do MD em dB/ano).
TTipo de estudoCoorte retrospectiva longitudinal unicêntrica.
  • Ensaio clínicoECR comparando ajuste terapêutico guiado por AIE/TIE domiciliar versus conduta guiada pela PIO do consultório, com desfecho em taxa de progressão do MD em 2 anos.
  • ValidaçãoCoorte prospectiva brasileira validando limiares de AIE e TIE e o número mínimo de dias de tonometria domiciliar para estimar a carga de PIO.
  • Análise de subgrupoComparar o valor preditivo das métricas de excesso entre GPAA, pseudoexfoliativo e glaucoma de pressão normal.
RETINA · 01/10/2026

Rotura gigante: olho contralateral descola em 1 a cada 3 pacientes — e o laser 360° profilático não protegeu

High incidence of contralateral retinal detachment in patients with giant retinal tears: a retrospective cohort study. Lustig-Barzelay Y, et al.

PPopulação77 pacientes com rotura gigante de retina não traumática e não sindrômica operados em centro terciário (Israel).
IIntervençãoLaser profilático 360° anterior em duas linhas no olho contralateral (15,6%).
CComparaçãoOlhos contralaterais sem laser.
ODesfechoRotura contralateral em 44,2%; descolamento ou nova rotura gigante em 33,8%. Laser 33,3% vs. sem laser 33,8% (p = 0,972). Idade, comprimento axial e refração sem associação.
TTempoSeguimento longitudinal pós-reparo (duração no artigo).
TTipo de estudoCoorte retrospectiva unicêntrica.
  • Meta-análiseMeta-análise de proporções da incidência de DR contralateral após rotura gigante, estratificada por técnica profilática (laser 360°, crioterapia, faixa escleral, observação).
  • Ensaio clínicoECR comparando laser 360° denso até a ora serrata (3–4 fileiras, guiado por campo amplo) versus observação estruturada no olho adelfo.
  • Análise de subgrupoSubgrupos por status do cristalino (fácico vs. pseudofácico) e por presença de degeneração em paliçada ou alta miopia no olho contralateral.
RETINA · 01/10/2026

CSC neovascular: laser navegado por OCTA resolveu fluido em quase metade dos olhos — 65% quando a NVC é extrafoveal

Optical coherence tomography angiography-guided laser management of neovascular central serous chorioretinopathy. Maltsev DS, et al.

PPopulação97 olhos com CSC complicada por NVC e fluido persistente (67 tratados, 30 controles).
IIntervençãoLaser navegado pela OCT en face/OCTA sobre o sinal da dupla camada com fluxo: micropulso (até 3 sessões), fotocoagulação focal contínua ou combinação, sem angiofluoresceinografia.
CComparaçãoObservação sem tratamento por ≥ 6 meses.
ODesfechoResolução completa do fluido sub-retiniano: 47,8% vs. 0% (p < 0,001); 65% excluindo NVC subfoveal. NVC foveal reduziu a chance de sucesso (OR 0,21).
TTempo≥ 6 meses.
TTipo de estudoEstudo comparativo retrospectivo.
  • Meta-análiseMeta-análise de rede comparando anti-VEGF, PDT de meia dose e laser navegado na pachychoroid neovasculopathy/CSC neovascular.
  • Ensaio clínicoECR de não inferioridade: laser navegado por OCTA vs. anti-VEGF em NVC extrafoveal associada a CSC, com desfecho em fluido seco aos 6 meses e custo por olho.
  • Análise de subgrupoResposta por espessura de coroide basal, área do sinal de dupla camada e presença de pólipos (PCV) na OCTA.
RETINA · 01/10/2026

APMPPE: DEP na OCT como biomarcador de gravidade e de isquemia da coriocapilar

Pigment epithelium detachment in severe acute posterior multifocal placoid pigment epitheliopathy. Dentel A, et al.

PPopulação46 olhos de 27 pacientes com APMPPE (mediana 23 anos), multicêntrico, França/Suíça.
IIntervençãoPresença de descolamento do epitélio pigmentado (DEP) na OCT de apresentação.
CComparaçãoOlhos sem DEP.
ODesfechoDEP em 56,5%, associado a pior AV inicial (OR 5,3), BALAD (OR 9,0) e descolamento seroso (OR 7,3).
TTempoLongitudinal (avaliação basal como foco).
TTipo de estudoEstudo observacional retrospectivo multicêntrico.
  • Meta-análiseRevisão sistemática da prevalência de achados de OCT (BALAD, DEP, DSR) nas síndromes placoides e sua relação com AV final.
  • Ensaio clínicoEstudo prospectivo randomizado de corticoide sistêmico precoce vs. observação em APMPPE com DEP/BALAD, desfecho em AV e atrofia de EPR em 12 meses.
  • Análise de subgrupoComparar evolução de olhos com DEP + BALAD vs. DEP isolado quanto à perda de fluxo na OCTA da coriocapilar.
RETINA · 01/10/2026

Buraco macular gigante ou crônico: membrana amniótica fechou 8/8 com melhora funcional na microperimetria

Efficacy and safety of amniotic membrane transplantation in vitrectomy for extra-large or long-standing macular holes: a prospective clinical study. Wang Q, et al.

PPopulação8 olhos com buraco macular extra-grande (diâmetro médio 825 µm) ou de longa duração (6 recidivados, 2 primários).
IIntervençãoVitrectomia com transplante de membrana amniótica sobre o buraco.
CComparaçãoSem grupo comparador.
ODesfechoFechamento em 100%; AV melhorou em 50% e estabilizou nos demais; ganho de sensibilidade na microperimetria em 62,5%; óptica adaptativa mostrou fotorreceptores sobre o enxerto. 1 deslocamento do enxerto; 1 recidiva tardia por DRR.
TTempoMédia de 14,3 ± 8,1 meses.
TTipo de estudoEstudo prospectivo observacional não comparativo.
  • Meta-análiseMeta-análise de rede: flap invertido de MLI, transplante autólogo de MLI, membrana amniótica e retina autóloga em buracos > 650 µm ou refratários.
  • Ensaio clínicoECR membrana amniótica vs. flap/transplante autólogo de MLI em buraco recidivado, com desfecho primário em sensibilidade macular (microperimetria) aos 6 meses.
  • Análise de subgrupoDesfecho por tempo de sintomas (< 1 ano vs. > 1 ano) e por buraco primário vs. recidivado.
RETINA · 01/10/2026

DMRI neovascular + atrofia geográfica: anti-VEGF associado a pegcetacoplan reduziu em 44% o crescimento da AG

One-year results of geographic atrophy patients with preexisting nAMD treated with both anti-VEGF therapy and pegcetacoplan. Adrean SD, et al.

PPopulação31 pacientes (média 87 anos) com DMRI neovascular tratada há ≥ 1 ano e AG coexistente não subfoveal.
IIntervençãoPegcetacoplan (intervalo médio 8,1 semanas) concomitante ao anti-VEGF (11,8 semanas).
CComparaçãoTaxa de crescimento da AG no ano anterior ao pegcetacoplan (cada olho como próprio controle).
ODesfechoCrescimento da raiz quadrada da área: +0,39 mm no ano anterior vs. +0,22 mm no ano seguinte (−44%, p < 0,0001); AV estável (67,5 → 67,9 letras).
TTempo1 ano antes e 1 ano depois do início.
TTipo de estudoCoorte retrospectiva com modelo misto.
  • Meta-análiseMeta-análise de segurança: taxa de conversão/atividade neovascular e de inflamação intraocular com inibidores do complemento em olhos com nAMD prévia.
  • Ensaio clínicoECR com olho adelfo controle: anti-VEGF + pegcetacoplan vs. anti-VEGF + sham em nAMD com AG, desfecho em crescimento da AG por FAF e carga de injeções.
  • Análise de subgrupoEfeito por agente anti-VEGF (faricimabe vs. aflibercepte) e por padrão de FAF da borda da lesão.
RETINA · 01/10/2026

Síndrome de Cushing engrossa a coroide — e a adrenalectomia reverte, em paralelo ao cortisol

Evaluation of retinal and choroidal changes in patients with Cushing syndrome before and after adrenalectomy using widefield SS-OCTA. Xiao R, et al.

PPopulação60 pacientes com Cushing por adenoma adrenal unilateral (120 olhos) e 60 controles saudáveis.
IIntervençãoHipercortisolismo endógeno e, depois, adrenalectomia.
CComparaçãoControles saudáveis; comparação pré vs. pós-cirurgia.
ODesfecho↑ espessura de coroide, CVI, volumes vascular/estromal e densidade do plexo profundo; queda após adrenalectomia (exceto plexo profundo). Espessura correlacionou com cortisol urinário de 24 h e às 8 h.
TTempoPré e pós-adrenalectomia (intervalo no artigo).
TTipo de estudoEstudo observacional caso-controle com seguimento.
  • Meta-análiseMeta-análise de espessura de coroide em estados de excesso de glicocorticoide (Cushing, corticoide exógeno) vs. controles e sua relação com CSC.
  • Ensaio clínicoEstudo prospectivo de antagonista mineralocorticoide vs. placebo em pacientes com Cushing e paquicoroide subclínica, desfecho em fluido sub-retiniano incidente.
  • Análise de subgrupoVariação da coroide central vs. periférica por sexo e por magnitude da queda do cortisol pós-operatório.
RETINA · 01/10/2026

Maculopatia placoide persistente: NVC em 65% e 1/3 com perda visual grave — tratamento sistêmico melhora a AV final

Persistent placoid maculopathy: long-term outcomes and prognostic factors. Seppey C, et al.

PPopulação23 pacientes (46 olhos) com lesões placoides maculares bilaterais e seguimento ≥ 23 meses (6 casos próprios + 17 da literatura).
IIntervençãoTratamento sistêmico (imunossupressão/corticoide).
CComparaçãoSem tratamento sistêmico.
ODesfechoNVC 65,2%; recidiva 21,7%; AV < 20/100 em 1/3 dos olhos; comorbidade cardiovascular em 87,5%; tratamento sistêmico associado a melhor AV final (p = 0,014).
TTempoMediana de 3,75 anos.
TTipo de estudoSérie de casos multicêntrica retrospectiva + revisão sistemática.
  • Meta-análiseMeta-análise de dados individuais de pacientes com maculopatias placoides (PPM, APMPPE, coroidite serpiginosa) para prever NVC.
  • Ensaio clínicoRegistro prospectivo multicêntrico com protocolo padronizado de investigação vascular cerebral em placoides, testando antiVEGF precoce na NVC.
  • Análise de subgrupoAV final por tipo de terapia sistêmica (corticoide isolado vs. poupador) e por presença de comorbidade cardiovascular.
RetinaOphthalmology Retina · 30/07/2026

Descolamento na síndrome de morning glory: PVR grau C e idade ≤ 3 anos derrubam o sucesso anatômico

Surgical outcomes and prognostic factors in morning glory syndrome-associated retinal detachment. Yamao S, et al.

PPopulação15 olhos com DR associado à síndrome de morning glory operados entre 2000 e 2024 (seguimento > 12 meses).
IIntervençãoCirurgia vitreorretiniana (com ou sem endolaser peripapilar).
CComparaçãoComparação entre fatores clínicos (PVR, idade, configuração do funil, rotura visível, catarata).
ODesfechoSucesso anatômico final 46,7%; PVR C: 11,1% vs. 100% nos menos avançados; ≤ 3 anos: 0/5 vs. ≥ 9 anos: 5/5; funil aberto 7/10 vs. fechado 0/5; endolaser sem associação clara.
TTempo> 12 meses.
TTipo de estudoSérie de casos consecutiva retrospectiva.
  • Meta-análiseRevisão sistemática de desfechos cirúrgicos em DR por anomalias do disco (morning glory, fosseta, coloboma), com metarregressão por idade e PVR.
  • Ensaio clínicoProtocolo prospectivo multicêntrico comparando intervenção precoce vs. observação em DR leve de morning glory, com desfecho em progressão de PVR.
  • Análise de subgrupoResultados por configuração do funil e presença de rotura peripapilar visível na OCT intraoperatória.